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I – ATUALIDADE DO DECRETO “AD GENTES”

Para melhor celebrar o ANO DA FÉ e os 50 anos do início do Concílio Ecumênico Vaticano II, o amigo Pe. José Besen tomou a sábia decisão de criar um blog específico para um melhor e mais aprofundado conhecimento dos Documentos conciliares. A este seu amigo, talvez por ser um missionário, como se dizia, “Ad Gentes”, passou-me a responsabilidade de comentar e trazer para a atualidade o Decreto Ad Gentes. Com a finalidade de apresentar a atualidade dos conteúdos desse Decreto conciliar, decidi aproveitar recentes intervenções do Papa Bento XVI e, anteriormente, do Papa João Paulo II, para mostrar como, de fato, as preocupações missionárias da Igreja continuam sendo, como nunca, uma “urgência” no mundo atual.

Pronunciamento em Portugal

No dia14 de maio de 2010, na cidade de Porto, Papa Bento XVI afirmou: “Sem impor, mas sem deixar de propor, os cristãos, missionários de Cristo, enviados ao mundo, devem responder, com urgência, às novas necessidades a serem evangelizadas. Esta é a missão inadiável de cada Cristão”. E concluiu: “Se a Igreja parasse de anunciar o Evangelho, seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo que, diante das grandes mudanças, é chamada a dar uma resposta, enfrentar desafios novos e dialogar com culturas e religiões diversas, para construir, juntamente com cada pessoa de boa vontade, a pacífica convivência dos povos”.

“O campo da missão ad gentes, esclareceu Bento XVI, apresenta-se hoje notavelmente alargado e não definível apenas segundo considerações geográficas, pois, não apenas os povos não-cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos sócio-culturais aguardam por nós”. O Papa faz questão de afirmar que: “A Igreja nada impõe, sempre propõe! Seus evangelizadores, como afirma o apóstolo Pedro, devem sempre estar prontos a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da esperança que há em vós (1 Ped 3, 15). E todos afinal no-la pedem, mesmo quem pareça que não. De fato, é por Jesus que todos esperam, pois as expectativas mais profundas do mundo cruzam-se com as grandes certezas do Evangelho”. Conclui o Papa: Nós, os cristãos, “somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus e deixando-nos iluminar pela sua Palavra”.

Roma – 15 de maio 2012

Falando ao Conselho Superior das Pontifícias Obras Missionárias, Bento XVI voltou a insistir sobre os compromissos missionários da Igreja.

“Senhor Cardeal, Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, queridos irmãos e irmãs. Às Pontifícias Obras Missionárias é confiada a cooperação missionária de todas as Igrejas no mundo. A evangelização, que tem sempre um caráter de urgência, nesses tempos impulsiona a Igreja a atuar, com passo ainda mais veloz, pelas vias do mundo, para levar cada homem ao conhecimento de Cristo. Somente na Verdade, de fato, que é o próprio Cristo, a humanidade pode descobrir o sentido da existência, encontrar salvação e crescer na justiça e na paz. Todo homem e todo povo tem o direito de receber o Evangelho da Verdade. Nesta perspectiva, assume particular significado a celebração do ANO DA FÉ para reforçar o empenho de difusão do Reino de Deus e de conhecimento da fé cristã. Isso exige por parte daqueles que já encontraram Jesus Cristo «uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo» (Carta apostólica Porta Fidei, 6).

Prezados irmãos, sejam cada vez mais expressão visível e concreta da comunhão de pessoas e instrumentos entre as Igrejas que, como vasos comunicantes, vivem a mesma vocação e zelo missionário. Em todos os cantos da terra trabalhem para semear a Palavra da Verdade a todos os povos e culturas. Tenho certeza de que vocês continuarão a trabalhar a fim de que as Igrejas locais assumam mais generosamente sua parcela de responsabilidade na missão universal da Igreja. Que a Virgem Santíssima, Rainha das Missões, os acompanhe e sustente seus esforços na promoção da consciência e colaboração missionária.

Esses pronunciamentos de dois Papas pós-conciliares continuam nos indicando o caminho da Igreja cuja existência é, e deve continuar sendo, essencialmente missionária. A ordem de Jesus “ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a todos os povos…”, será, até o fim dos tempos, o grande compromisso de todos aqueles que nele acreditaram em Jesus como sendo o enviado de Deus e o salvador do mundo.

Pe. Paulo De Coppi – PIME

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