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XI – OS SACRAMENTAIS

4. Os sacramentais

“A santa mãe Igreja instituiu os sacramentais, que são sinais sagrados pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, obtidos pela impetração da Igreja. Pelos sacramentais os homens se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da vida” (CIC 1667).

A Introdução Geral do Ritual das Bênçãos na tradução autorizada para o Brasil em 1989, contempla cinco itens: 1 A bênção na história da salvação. 2 As bênçãos na vida da Igreja. 3 Ofícios e ministérios. 4 Celebração da bênção. 5 Adaptações que competem às Conferências Episcopais [1].

4.1 – A bênção na Sagrada Escritura

No pensamento e na vida do povo de Israel a bênção exerce função extremamente importante. O sentido profundo procede do fato de a bênção, como também a aliança, estarem inseridas na história da salvação e culminarem em Cristo, a bênção do Pai, por excelência, à humanidade. Segundo o Javista, Deus diz a Abraão: “Eu farei de ti um grande povo. Eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Por ti serão abençoados todos os clãs da terra” (Gn 12,2-3).

Expressões de bênçãos encontram-se também nos livros proféticos, sapienciais e nos deuterocanônicos. A bênção divina pode, também, ser concedida com a mediação do homem (Gn 14,19-20; Gn 24,60; Gn 27 e 49, etc.). A bênção está ligada ao louvor a Deus (Sl 20,6) por toda a obra da criação. Frequentemente ela está acompanhada pela posse dos bens materiais (Gn 12,2.7.16; 13,1-2; 49, 22-26).

A bênção não constitui elemento dominante do Novo Testamento; Cristo torna-se a personalização da bênção de Deus. Jesus abençoa as crianças (Mc 10,16), cura os cegos (Mt 14,19), abençoa o pão na última ceia, por ocasião da instituição da eucaristia (Mt 26,26). Pedro anuncia que, em Jesus – a descendência de Abraão -, serão abençoadas todas as famílias da terra (At 3,25). Após a ressurreição, ao dar as últimas instruções aos apóstolos, Jesus os abençoa: “Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou” (Lc 24,50).

A Igreja apostólica segue a prática de Jesus. Em Paulo, encontramos o texto intitulado Hino à bênção de Deus (Ef 1,3-14). A bênção está ligada ao louvor a Deus (2Cor 1,3; Rm 1,25; 9,5; 2Cor 11,33). No livro do Apocalipse, o Cordeiro imolado e glorificado recebe todo o louvor e ação de graças (Ap 4,11; 5,9; 10,12).

4.2 – Síntese doutrinal

A evolução histórica da teologia dos sacramentais permite destacar alguns elementos doutrinais comumente aceitos.

Na categoria de sacramentais encontra-se uma grande variedade de ritos, diferentes entre si, instituídos pela Igreja. Normalmente são relacionados em duas categorias: a) sacramentais-coisas (água, velas, cinza, ramos…) b) sacramentais-ações (profissão religiosa, bênção do abade, bênção de crianças e doentes, consagração das virgens, dedicação de igrejas…).

Os sacramentais consistem, em primeiro lugar, numa oração de impetração que a Igreja dirige a Deus, e, em segundo lugar, mediante essa oração da Igreja, numa santificação. Eles revelam a fé e o desvelo da Igreja para com os fiéis. Por meio deles a fé é preservada do excesso de espiritualismo. Santificam as realidades concretas da vida cotidiana.

Os sacramentais estão intimamente ligados à celebração dos sacramentos, sobretudo à eucaristia. Sob certo aspecto, podem ser vistos como preparação e, sob outros, como prolongamento dos sacramentos, colocando a serviço de Deus todo o mundo terreno como oferta ao Criador.

Enquanto os sacramentos foram instituídos por Cristo, os sacramentais são propostos pela Igreja. Outro aspecto que diferencia os sacramentos dos sacramentais está relacionado à sua eficácia, tradicionalmente expressa pelas fórmulas ex opere operato (sacramentos) e ex opere operantes ecclesiae (sacramentais). No sacramento, a força do sinal não depende da condição moral dos que o celebram, mas constituem uma representação objetiva e imediata do mistério pascal de Cristo. Nos sacramentais, os efeitos do mistério pascal são concedidos por Deus através da impetração da Igreja. A eficácia dos sacramentais tem efeito pleno no espiritual, com reflexo no material.

Em relação aos efeitos, os sacramentos santificam os momentos fundantes da vida humana: nascimento, crescimento, alimentação, doença, queda e soerguimento, constituição da família, presidência da comunidade eclesial. No caso dos sacramentais, pela intervenção da Igreja que ora, vivem as realidades do dia a dia na perspectiva da consumação do reino. Quanto ao número, de acordo com a doutrina tridentina, os sacramentos são sete (DS 1601); os sacramentais, por sua vez, não têm limites. Em termos de celebração, na origem dos sacramentais está o mistério de Cristo. A finalidade do ato celebrativo é a de cristificar o homem, a comunidade e o mundo, ação que procede do Pai, pelo Filho, no poder do Espírito. Dessa forma, não há espaço para magia. O homem consciente da sua situação histórica, mediante a fé e a oração da Igreja, coloca sua caminhada temporal sob a proteção da Trindade Santa.

4.3 – O Concílio Vaticano II

A Constituição litúrgica define os sacramentais como sinais sagrados, pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, que se obtêm pela oração da Igreja. Eles predispõem os fiéis para receber o efeito principal dos sacramentos e santificar o cotidiano de suas vidas (SC 60).

Em seguida, lembra que tanto os sacramentos como os sacramentais derivam do mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, do qual recebem a sua eficácia (SC 61). A celebração dos sacramentos, por extensão dos sacramentais, é vista em relação ao testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade operante (LG 10). Os fiéis leigos por sua incorporação em Cristo pelo batismo e constituídos em povo de Deus, e por participarem a seu modo do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, realizam sua missão na Igreja e no mundo (LG 31; 34; GS 34; 38; 39).

Considerando as necessidades do nosso tempo, o Concílio reconhece que são necessárias adaptações, tanto nos ritos dos sacramentos como nos ritos dos sacramentais (SC 62). Dê-se, de preferência, lugar à língua vernácula na celebração dos sacramentos e sacramentais (SC 63). Restaure-se o catecumenato dos adultos (SC 64). Promova-se revisão nos ritos batismais, levando em consideração as necessidades nas terras de missão, adaptando o rito do batismo de crianças, segundo a cultura dos povos (SC 65-70). Seja revisto o rito da confirmação, também para fazer ressaltar mais claramente a íntima união desse sacramento com toda a iniciação cristã (SC 71-72). Quanto ao sacramento da unção dos enfermos, além da mudança do nome, é fundamental nova impostação teológico-pastoral (SC 73-75). Revisão do rito das ordenações e do matrimônio (SC 76-78). Reveja-se também o rito da consagração das virgens e da profissão religiosa (SC 80). Na revisão dos ritos fúnebres, cuide-se para que as exéquias exprimam melhor o caráter pascal da morte cristã. Adapte-se mais o rito às condições e tradições das várias regiões, mesmo no que respeita à cor litúrgica (SC 81).

Concretamente, em relação aos sacramentais, sejam revistos, tendo-se em conta o princípio fundamental de uma participação consciente, ativa e fácil dos fiéis, bem como as necessidades do nosso tempo (SC 79). Para que isso ocorra, é necessário analisar alguns pressupostos teológicos.

Pressupostos teológicos

A relação homem-mundo constitui um dos aspectos que a teologia põe em evidência. O propósito dos sacramentais é o da nova consagração do mundo ao plano criador de Deus, através de uma experiência concreta do temporal. O homem se acha em contínua relação com o mundo dos homens e das coisas e com eles e por meio deles realiza a sua dimensão sacerdotal cósmica. O cristão é chamado a tomar consciência do seu lugar no mundo. Para colaborar efetivamente com o desenvolvimento da comunidade cristã, é preciso participar ativamente da edificação da comunidade humana, através do domínio consciente da natureza, em vista da construção do mundo dentro da perspectiva da sua fé: fazer do mundo glória de Deus. Dentro desse contexto se inserem teológica e pastoralmente os sacramentais.

A centralidade de Cristo se expressa no plano salvífico do Pai para com a humanidade. A história da humanidade e do cosmo tem, portanto, o seu centro no mistério da encarnação de Cristo. O mistério do Verbo encarnado, morto, ressuscitado e que subiu ao céu, é o verdadeiro sentido da história. O Cristo pascal é a expressão máxima da criação, pois nele descobrimos o sentido da existência. O próprio Deus, por meio de Cristo, realizou a reconciliação, e o universo foi reconciliado. O homem comprometido com o temporal tem necessidade de redescobrir as motivações mais profundas do seu ser e do seu agir. O cristão, com a sua ação de fé, que se concretiza na confissão pública de Cristo Jesus e no consequente testemunho dado por meio da vida de ressuscitado nele, renova continuamente o mundo e o faz crescer na caridade até a sua plena realização em Cristo. Os sacramentais estão a serviço dessa reconciliação de todas as coisas em Cristo.

Pelo ministério da Igreja a comunidade cristã anuncia o Cristo e celebra a sua páscoa para a celebração dos sacramentais. Essa intervenção pode ser vista na sua dimensão de invocação do Espírito e na sua dimensão ritual. Consideremos em primeiro lugar a ação do Espírito. O culto é simultaneamente o vir de Deus até o homem e o ir do homem até Deus em toda a amplitude do seu ser homem, na sua perspectiva de submeter tudo a Cristo e de transformar tudo nele (cf. 1Cor 3,22). A atitude de invocação nada mais é do que o emergir do Espírito presente na comunidade crente a caminho. Todas as situações, todos os sofrimentos, todas as circunstâncias vividas na pobreza do homem se traduzem em grande liturgia de invocação. O Espírito de Deus torna-a transparente para nós e, através dos sinais sensíveis das coisas criadas, nos ajuda a entrar em contato com as realidades eternas por ela significadas.

A invocação do Espírito deve traduzir-se em linguagem, em gestos, em ritos, para que possa ser verdadeiramente humana, já que o homem como tal não pode viver sem ritos, ainda que esteja imerso no mundo secularizado.  Os sinais sacramentais são veículos do Espírito e revelam a sua presença e a sua atividade orientada no sentido de conformar o homem com Cristo Senhor. Através do ‘gesto sacramental’, a Igreja não só exprime a sua interioridade, mas ainda se manifesta como comunidade orante. O contato com os sinais sacramentais deixa de ser algo anônimo e abstrato, frio e impessoal, para tornar-se contato pessoal com o Deus vivo, que, por Cristo e no Espírito Santo, atua na Igreja e no mundo.

Novas perspectivas

No contexto litúrgico, com base nas perspectivas do Vaticano II, o sacramental passa a ser visto dentro da celebração litúrgica. A liturgia é o culto que a Igreja, unida a Cristo, o grande liturgo da comunidade eclesial a caminho, e nela todos os seus membros, presta ao Pai. Através do exercício sacramental do sacerdócio de Cristo, significado pela celebração litúrgica, a Igreja conduz o homem no seu caminho de retorno em Cristo ao Pai e fá-lo progredir em direção a essa meta.

No contexto pascal, a celebração do sacramental coloca-se em relação clara com a existência pascal que determina a vida do cristão. Este, por causa da sua experiência batismal, é contínua anamnese das obras maravilhosas de Deus e sabe que deve derramar tais riquezas no serviço que presta aos irmãos e no seu compromisso temporal.

 Número dos sacramentais

 O ser humano sente a necessidade de celebrar o mistério pascal em gestos sacramentais para poder viver o momento presente de modo pleno, em Cristo. Por isso, o campo dos sacramentais não é facilmente delimitável, já que é extensivo à evolução das relações mundo-homem crente. Devemos, por conseguinte, prever novas possibilidades de evolução e de formação dos sacramentais, em relação estreita com o mundo da liturgia e da vida cristã em geral. Por esse motivo, assistimos a um processo contínuo de florescimento de novos sacramentais, e, simultaneamente, ao desaparecimento de sacramentais agora em vigor, que já não correspondem ao contexto do mundo de hoje. A Igreja deverá celebrar de modo novo e em contextos novos a vocação do homem de cristificar o mundo com sacramentais novos. Por conseguinte, enquanto o número dos sacramentos é limitado aos sete, o dos sacramentais evolui constantemente.

Divisão dos sacramentais

Quanto à divisão, os sacramentais foram diversamente classificados nas várias épocas da história da Igreja. Hoje, acham-se agrupados em três categorias: consagrações, bênçãos e exorcismos.

No ato da consagração, as pessoas ou as coisas são subtraídas, mediante livre opção, à livre disponibilidade do homem. Por meio da sua oração, a Igreja as confia a Deus por meio de Cristo. Por força desse ato, as pessoas ou as coisas continuam a serviço do agir do homem, que, entretanto, quer cooperar para o cumprimento do plano de Deus referente à humanidade. Nessa categoria podemos incluir, como já vimos, a consagração ou dedicação de uma igreja, de um altar, de um cálice, da bênção de um abade, a consagração de uma virgem, a profissão religiosa ou monástica.

As bênçãos são orações de invocação sobre coisas e pessoas com a intenção de atrair sobre elas a proteção e os benefícios divinos. Através da sua oração, a Igreja insere eficazmente as realidades e as pessoas, que, na sua qualidade de criaturas, já se encontram sob a proteção de Deus, no mistério vivo de Cristo. A bênção das coisas situa-se no contexto do bem das pessoas.

Os exorcismos, possivelmente, criam maiores dificuldades para o homem contemporâneo, por causa da problemática sobre a presença do demônio na vida da humanidade. Nos exorcismos, a Igreja, a exemplo de Jesus, pede a proteção do Pai no combate contra satanás, que interpõe obstáculos ao desenvolvimento da pessoa humana e do plano universal de salvação.

Consequências litúrgico-pastorais

O homem, desde o nascimento até a morte, é chamado a se tornar cada vez mais Cristo. Em certos momentos do decurso do tempo, a Igreja, que é sinal da presença de Cristo no mundo, atualiza para a vida humana a vitalidade salvífica do próprio Cristo, por meio dos sacramentais.  Através da celebração de determinados acontecimentos da existência, confia-se a um gesto, que nas circunstâncias particulares assume especial significado, a tarefa de manifestar o valor do evento Cristo quanto ao lugar que ele ocupa na vida da comunidade. O sacramental é a vida mediante a qual a Igreja de todos os tempos e de todas as nacionalidades procura introduzir os homens no caminho de Cristo.

A celebração do sacramental, para ser autêntica, exige profunda visão de fé de que a história é dom de Deus e leva o crente a celebrar os ritos da Igreja nos quais o temporal, na gratuidade do amor pascal, adquire em Cristo o seu pleno significado. A escuta da Palavra de Deus, premissa existencial e ritual do gesto simbólico, ajuda a captar até o fundo a densidade salvífica da vida cristã e da celebração sacramental. A celebração, como celebração de determinado fato ou necessidade, abre totalmente a situação histórica a uma visão da vida que transcende a contingência deste mundo e a coloca na trajetória do mistério pascal. Por tal motivo, esse é o primeiro ato que deve caracterizar a celebração do sacramental: diante dos acontecimentos da vida, o cristão sente a necessidade de alcançar ou de renovar, pela leitura da Sagrada Escritura, o sentido cristão da história e das coisas. Sobre a tela de fundo dessa fé surge, pois, a bênção: esta nada mais é do que o irromper do louvor e da invocação da comunidade, animada pela convicção da supereminente fidelidade de Deus nos seus contatos com a história dos homens.

O próprio formulário de bênção que caracteriza o sacramental só nos põe em condição de fazermos invocações concretas depois de termos escutado o relato das obras maravilhosas de Deus. Partindo dessas, em profunda vitalidade teologal, a comunidade invoca a sua atuação em favor da situação em que ela ou o crente se encontram. A bênção sacramental vem de Deus e impregna com sua força todas as bênçãos pronunciadas pelo homem. No ato da celebração dos sacramentais, a bênção compreende a invocação a Deus para obter da sua misericórdia o auxílio e as graças oportunas para as pessoas que a ele se consagram ou para os objetos, a fim de que a sua ação, ou presença, seja sinal de salvação frutuosa para todos os que entram em contato com o mistério. Toda a vida cristã será transformada pela comunhão com o mistério da morte e da ressurreição do Senhor.

Todo sacramental, sendo essencialmente bênção de Deus, supõe anteriormente a ação renovadora de Deus e quem é chamado a celebrar o sacramental. Ele se torna a força necessária para ver cada vez melhor as maravilhas de Deus, para readquirir a confiança na sabedoria e no poder amoroso de Deus Pai, para vencer as forças do mal que agem no mundo por causa do pecado, para reanimar a esperança na vitória final e definitiva da páscoa de Cristo. O sacramental abre decisivamente a Igreja ao seu destino escatológico: a forma de existência do mundo é transitória e insuficiente; os sacramentais são sinais da existência celeste em que o cosmo todo será luminosamente transfigurado.

O mundo dos sacramentais cria multiplicidade de problemas. Para poder captar o seu significado mais verdadeiro e mais profundo, o crente se põe à procura do sentido do mundo e da sua relação com ele. Somente se for animado de profunda fé, que tenha o seu centro em Cristo, é que o cristão poderá introduzir na história aquele dinamismo pascal que permite à humanidade correr em busca de sua plena realização. Através dessa ação, ele facilita e ao mesmo tempo testemunha a sua libertação no espírito de Cristo.

Pe. Dr. Valter Maurício Goedert
Endereço do autor: Faculdade Católica de Santa Catarina – FACASC – ITESC
Caixa Postal 5041
88040-970 – Florianópolis – SC
E- mail: goedertvalter@hotmail.com


[1]  A síntese que segue foi formulada a partir de DOUGHI, A. – Sacramentais, in Dicionário de Liturgia, São Paulo, Paulinas,1992, pp. 1045-1058.

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