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X. Capítulo IV – OS MISSIONÁRIOS

Ser missionário é a maior e mais santa obra de caridade” (Pio XI)

A família humana, de ontem e de hoje, sempre contou com pessoas que, disponíveis ao chamado de Deus, se doaram para que Ele realizasse seu plano de salvação. Entre eles podemos lembrar: Abraão – Moisés, os apóstolos e milhares de missionários(as) que, ao longo da história da salvação, deixaram parentes, terra e bens… e partiram para outras terras para anunciar a Boa Nova.

Eles sempre foram o sinal mais claro de que Deus continua se preocupando coma humanidade e que a Igreja continua fiel a sua missão de anunciar que Jesus, Filho de Deus, é o Salvados de todos os povos. É isso que afirma Concílio Vat. II, particularmente no documento missionário Ad Gentes.

A)   A vocação missionária e suas características – exigências

Embora a todo discípulo de Cristo incumba a obrigação de difundir a fé conforme as suas possibilidades (LG 17), Cristo Senhor chama sempre, dentre os discípulos, os que Ele quer para estarem com Ele e os enviar a evangelizar os povos”(cf Mc 3,13-15)

Isso não se refere apenas à dedicação à tarefa missionária, mas, antes de tudo, aponta para uma singular adesão a Cristo que leva o missionário a renunciar a si mesmo e a tudo o mais, dedicando-se inteiramente aos outros. Trata-se de uma adesão total “com a vida toda e pela vida toda ao mistério de Cristo. Nessa radicalidade evangélica, consistem a beleza e a verdadeira atração da vocação missionária. (AG 24)

Características da vocação missionária

Atitudes e capacidades exigidas – atrativo para isso reconhecido pela Igreja – disponibilidade a vida inteira para o trabalho do anúncio do evangelho entre aqueles que não o conhecem, “fazendo-se tudo para todos”. (ICor 9,22)

B) Virtudes fundamentais do Missionário

Em relação:

  • aos destinatários: ser dialogante – mente aberta – capaz de encarnação e de descobrir os valores que Deus deu a cada povo e iluminá-los com a luz do evangelho.
  • às situações: capaz de se adaptar aos costumes dos povos e ao mudar das situações.
  • aos colaboradores: cooperante e comunitário.
  • à formação intelectual e apostólica: ter forte experiência de Cristo e de sua palavra – formação à mundialidade – estudo da missiologia – aprendizagem das línguas.

Tendência emergentes

Motivado pela atual visão teológica e pela situação missionária local:

  • Em comunidades cristãs numerosas e com clero local, ponha o acento em sua função complementar favorecendo um maioe espírito missionário e numa maior comunhão entre as igrejas.
  • Em países pobres, o missionário acentue a exigência da libertação e do desenvolvimento.
  • Em países com presença cristã reduzida, seja mais sensível a um tipo de presença dialogante (Na Ásia e países muçulmanos…) 

A partir do Vaticano II Ed das exigências atuais

O missionário, sobretudo, é um cristão:

  • Que faz uma escolha: os últimos(os não evangelizados, os pobre e oprimidos);
  • Que parte:sua pátria é o mundo – desapego total pelo Reino.
  • Que se torna irmão universal:dialoga com todos os povos,raças, religiões e culturas.
  • Que se encarna na realidade: línguas problemas, culturas.
  • Otimista: enxerga o positivo nas manifestações dos grupos humanos,seus valores e os promove.
  • Que se doa até dar a própria vida…se precisar (o martírio de missionário é ainda atual).
  • Capaz de dar e receber: convicto de que Deus semeou seus dons em todos os povos.
  • Que favorece o intercâmbio de dons e experiência entre as igrejas antigas e novas.
  • Que se considera provisório: fica até que sua presença seja útil, depois vai para outro lugar que precisa.

Em resumo: As pessoas de qualquer povo e cultura esperam do missionário uma caridade sem limites, associada a uma grande abertura e respeito às diferentes culturas e religiões.

Os institutos missionários

Tudo isso, na realidade, dificilmente pode ser conseguido pelos indivíduos isolados desde o contexto de origem do missionário, até o campo final da missão. Por isso se recomenda que se enviem os elementos melhores, mais capacitados (cf AG 38) e que façam parte de um instituto missionário, pois dificilmente os indivíduos, sozinhos, conseguirão estar à altura de tantas exigências (cf AG 27).

Os Institutos missionários dediquem-se também a formar e ajudar, com sua experiência, aqueles (Leigos Missionários- sacerdotes diocesanos…) que querem  consagrar-se, por um tempo determinado, à ação missionária no além fronteiras.

Por todos esses motivos… os Institutos missionários continuam a ser da máxima necessidade na Igreja.

PARA DIALOGAR E AGIR

  1. Como deve ser o missionário, hoje, a partir do Vaticano II, como também da igreja e sociedade atual em evolução?
  2. O que o missionário ensina a cada um de nós e às nossas comunidades.
  3. “Não há serviço maior para um cristão do que o serviço missionário (João Paulo II). Por que então são tão poucos os jovens brasileiros que se tornam missionários?

Pe. Paulo de Coppi, PIME
E-mail: pe.paulo@missaojovem.com.br

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