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X – CONCLUSÃO GERAL

Caminhar rumo à unidade cristã (UR 24)

O Decreto Unitatis Redintegratio, em sua conclusão geral, expressa o otimismo próprio de quem acredita na realização do pedido de Jesus em favor da unidade cristã. Explicitados os princípios e as condições para a ação ecumênica, olha-se para o futuro com confiança. E para que o Ecumenismo seja um caminho realmente promissor, o Concílio exorta a todos os fiéis a se absterem de qualquer zelo superficial ou imprudente que possa prejudicar o verdadeiro progresso da unidade.

A ação ecumênica deve ser plena e sinceramente católica. Isto significa:

  • Ser fiel à verdade que recebemos dos Apóstolos e dos Santos Padres, em harmonia com a fé que a Igreja católica sempre professou;
  • ao mesmo tempo, tender àquela plenitude pela qual o Senhor quer que cresça seu Corpo no   decurso dos tempos.

Para que isto se torne realidade, o Concílio oferece as seguintes orientações:

  • As iniciativas dos filhos da Igreja católica se desenvolvam unidas às dos irmãos separados.
  • que não se ponham obstáculos aos caminhos da Providência.
  • que não se prejudiquem os futuros impulsos do Espírito Santo.

O Concílio declara estar consciente de que a tarefa de reconciliar todos os cristãos na

unidade de uma só e única Igreja de Cristo excede as forças e os dotes humanos. Por isso, coloca inteiramente sua esperança:

  • na oração de Cristo pela Igreja,
  • no amor do Pai para conosco
  • e na força do Espírito Santo.

Esta esperança fundamenta-se nas palavras do Apóstolo Paulo, quando exorta aos Romanos a serem constantes na fé, mesmo no meio de tribulações, pois a constância desabrocha na esperança. “E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).

Consideração final

Ao promulgar o Decreto Unitatis Redintegratio, em 21 de novembro de 1964, o Papa Paulo VI declarou que todo o conjunto e cada um dos pontos que nele foram enunciados agradaram aos Padres do Concílio.  E conclui: “No Espírito Santo os aprovamos, decretamos e estatuímos. Ainda ordenamos que o que foi assim determinado em Concílio seja promulgado para a glória de Deus”.

O conjunto do Decreto, aqui apresentado com os seus 24 números, constitui-se num caminho eficaz para a construção da unidade cristã. Aí se encontram os fundamentos doutrinais e pastorais para a ação ecumênica da Igreja católica. De lá pra cá, outros documentos pontifícios sobre Ecumenismo foram lançados. Muitas iniciativas foram tomadas nos diversos níveis. No entanto, conforme nos alertam alguns especialistas e há muitos sinais que o comprovam, estamos passando por um “inverno ecumênico”.

Os avanços e retrocessos fazem parte da caminhada. Dolorosas para o movimento ecumênico são as posturas fechadas e até exclusivistas da parte de lideranças cristãs. É uma contradição ao discipulado de Jesus Cristo. O Concílio Vaticano II fez questão de ser ecumênico. A Igreja de Jesus Cristo só se entende como ecumênica. A dimensão ecumênica faz parte de sua essência. João Paulo II, na carta encíclica Ut Unum Sint fala do ecumenismo como “imperativo da consciência cristã” (n. 15) e declara: “Vê-se, de modo inequívoco, que o ecumenismo, o movimento a favor da unidade dos cristãos, não é só uma espécie de ‘apêndice’ que se vem juntar à atividade tradicional da Igreja. Pelo contrário, pertence organicamente à sua vida e à sua ação, devendo, por conseguinte, permeá-la no seu todo e ser como que o fruto de uma árvore que cresce sadia e viçosa até alcançar o seu pleno desenvolvimento” (UUS 20).

Celso Loraschi – Dezembro/12
E-mail: loraschi@itesc.org.br

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